O primeiro dia de treinos do GP do Japão tratou de deixar claro uma coisa: Red Bull e Max Verstappen recuperaram a forma normal e simplesmente dominaram as ações. Mas houve coisa mais interessante em Suzuka.
Por conta da ameaça de chuva e ainda a disponibilidade dos C2 protótipos para testes, as equipes optaram por intensificar seus programas de acerto. De uma forma pouco usual, todos os pneus foram usados para comparações. Até o fato é explicado pela falta de parâmetros de pista seca com estes pneus, já que no ano passado, o que mais fez foi chover.
O Treino Livre 2 seguiu o seu figurino habitual: preparação para corrida e classificação por conta do horário. Primeira parte, as equipes foram para pista com os C2 protótipos e com os macios. Depois foram às simulações, usando os Médios e os Macios.
Chamou a atenção a alta degradação dos pneus. Embora tenha trazido a segunda gama mais dura para Suzuka, a Pirelli observou que, mesmo assim e com o reforço da estrutura introduzida em Silverstone, o desgaste foi acima do esperado. Ajudou o fato de ter chovido na véspera, o que prejudicou o emborrachamento, além da baixa temperatura da pista.

Os pneus macios se mostraram uma opção para a corrida
Resultado?
Por conta da movimentação causada pelas características da pista (alta velocidade e curvas de raio longo), o pneu acaba esquentando demais e assim os pilotos têm que ter um cuidado tremendo para não os estragar. Por este motivo, a Pirelli passou a considerar uma prova com duas paradas ao invés de uma, que era a previsão inicial…
Mas os treinos mostraram que a Red Bull recuperou a forma. Pelo menos, com Verstappen. Após usar o assoalho que não havia aprovado em Singapura, o neerlandês voou. Perez não foi tão bem, mesmo considerando que o seu programa de trabalho era bem diferente.
Talvez trabalhado na força do ódio, Verstappen foi o melhor tanto em configuração de treino como de corrida. Embora tenha feito sua simulação com o C2 protótipo (que não gerou tanta aderência quanto a Pirelli esperava), teve o melhor resultado. Mas se sobressaiu no primeiro setor da pista, onde o carro deve ter uma boa combinação de aderência aerodinâmica e mecânica.
A partir daqui, entra o papel de McLaren e Ferrari. Como até dissemos aqui, Verstappen se sobressaiu no primeiro setor e aqui garantiu sua liderança. Mas as duas equipes mostraram um folego até certo inesperado aqui. Principalmente a McLaren Após as novidades introduzidas na Áustria, o MCL60 mostrou um belo desempenho em pistas de média/alta velocidade. Aqui, Norris foi o principal nome, marcando o terceiro tempo.

Lando Norris cumpriu as expectativas e andou forte na sexta
Mas a Ferrari foi o nome que surpreendeu positivamente. O SF-23 mostrou um bom desempenho especialmente no segundo setor da pista, com Leclerc fazendo o melhor trecho. O time trouxe um assoalho ligeiramente diferente, que foi aprovado pelos dois pilotos. O resultado é que Sainz ficou em quarto.


