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Preço da maçã cai nas Ceasas em abril, enquanto cenoura, cebola e tomate seguem em alta

O 5º Boletim Prohort da Conab aponta recuo nos preços da maçã, alface e laranja no atacado. Por outro lado, a transição de safras e fatores climáticos impulsionaram forte valorização de hortaliças e da melancia nas centrais de abastecimento.

Por Portal Agronegócios – Publicado em 26 de maio de 2026 às 15:27

O bolso do consumidor brasileiro enfrentou um cenário de fortes contrastes no mercado de hortifrutis em abril. De acordo com o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o preço da maçã registrou uma redução média ponderada de 8,06% no atacado. A queda foi puxada pelo avanço da colheita da variedade fuji, que elevou a oferta do produto nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) — em Goiás, a retração chegou a expressivos 35%.

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A alface também quebrou a sequência de altas dos últimos meses e recuou 5,94% na média nacional, impulsionada pelas boas condições climáticas nas regiões produtoras. O recuo da folhosa foi liderado pelo Rio de Janeiro (-19,11%) e por São Paulo (-18,32%), principal polo produtor. Na contramão, a laranja operou em estabilidade, com leve baixa de 0,98%.

Vilões do mês: Cenoura dispara quase 50% e melancia lidera as frutas

Se o setor de frutas de clima temperado e folhosas trouxe alívio, o grupo das hortaliças pesou no orçamento. A cenoura se consolidou como a maior alta do período, disparando 48,58% na média ponderada, com picos de valorização nas centrais de Belo Horizonte e Vitória devido à pressão de demanda sobre as lavouras de Minas Gerais.

Resumo das variações de preços nas Ceasas

  • Cenoura (+48,58%)
    • Principal fator: forte demanda sobre a oferta mineira
    • Regiões mais impactadas: Belo Horizonte e Vitória
  • Melancia (+24,36%)
    • Principal fator: redução generalizada da oferta
    • Regiões mais impactadas: Recife (+45%) e Goiânia (+44%)
  • Cebola (+23,03%)
    • Principal fator: entressafra (safra de SC deve melhorar oferta)
    • Regiões mais impactadas: alta em todas as Ceasas
  • Tomate (+12,55%)
    • Principal fator: transição entre safras de verão e inverno
    • Região mais impactada: Ceará (+23,66%)
  • Batata (+12,53%)
    • Principal fator: menor oferta na transição de safras (Paraná)
    • Regiões mais impactadas: Curitiba e Goiânia

Entre as frutas, a melancia foi a exceção ao movimento de baixa, subindo mais de 24% em decorrência do encolhimento da oferta. Banana (+1,97%) e mamão papaya (+0,56%) também operaram em terreno positivo, sustentados pelo aquecimento do escoamento e menor disponibilidade, respectivamente.

Exportações de frutas faturam mais de US$ 532 milhões

Se o mercado interno operou pressionado pelas hortaliças, o comércio exterior trouxe excelentes resultados para os produtores brasileiros no primeiro quadrimestre do ano passado (2025). O volume de frutas e hortaliças exportadas pelo Brasil cresceu 12%, gerando um faturamento total de US$ 532,3 milhões.

Somente no mês de abril, o país embarcou 456 mil toneladas de alimentos. Os principais destinos foram os mercados da Europa, Ásia e Estados Unidos, tendo como carros-chefes os embarques de maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana.

Em nota, a Conab reforçou o papel estratégico do monitoramento de mercado executado pelas Ceasas. Segundo a estatal, o aprimoramento da eficiência logística e o acompanhamento diário das oscilações atacadistas são fundamentais para mitigar os impactos da inflação de alimentos e garantir o equilíbrio no abastecimento até o consumidor final.

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