Após Ministério da Saúde e Itamaraty darem apenas orientações institucionais, criança de 8 anos conseguiu retornar ao Brasil em voo comercial com suporte médico de São Paulo.
Por Redação – Publicado em 22/06/2026 16:30
Apelo por Repatriação Humanitária O caso do catarinense Luís Felipe Benke dos Santos, de 8 anos, tomou repercussão nacional após o Governo do Estado de Santa Catarina expor publicamente as dificuldades enfrentadas para obter o apoio da União na repatriação do menino. Diagnosticado com câncer em estágio terminal, Luís Felipe estava internado em Portugal e sua família necessitava de um transporte especializado de UTI móvel aérea para trazê-lo de volta ao território brasileiro de forma segura.
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Falta de Resposta Efetiva da União Por meio de uma nota oficial emitida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC), a gestão catarinense informou que formalizou pedidos de socorro humanitário urgentes junto ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). No entanto, de acordo com o órgão estadual, as respostas federais recebidas limitaram-se a despachos burocráticos e orientações institucionais padronizadas, sem apresentar uma alternativa prática ou o acionamento de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).
Diante do impasse técnico e da gravidade do quadro clínico, o governo de SC encaminhou o dossiê completo ao Ministério Público Federal (MPF) para que medidas judiciais e humanitárias emergenciais fossem avaliadas no âmbito federal.
Polarização Política e Desfecho do Caso
A ausência de uma resolução imediata por parte dos ministérios de Brasília acendeu um forte debate político nas redes sociais e no Congresso Nacional, dividindo opiniões sobre os critérios de assistência do Estado.
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Críticas da Oposição: Parlamentares e opositores ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizaram o caso para criticar a gestão federal, contrapondo a negativa ou demora na liberação do transporte de saúde com os altos gastos acumulados pela máquina pública em viagens internacionais e missões diplomáticas oficiais.
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Argumentos do Governo: Por outro lado, defensores da administração federal alegaram que o emprego de frotas e aviões da FAB para remoções médicas civis internacionais obedece a rígidos protocolos legais, orçamentários e operacionais, não se tratando de uma autorização de cunho político ou automático.
Desfecho da Viagem: Apesar do entrave com os ministérios federais, a mobilização da família e de autoridades regionais garantiu o retorno do menor. Luís Felipe conseguiu embarcar de volta ao Brasil por meio de um voo comercial regular da companhia TAP Air Portugal, equipado com suporte médico especializado a bordo e viabilizado por meio de um apoio logístico do Governo do Estado de São Paulo.
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