Impulsionado pelo IPO da SpaceX, empresário atinge patrimônio de US$ 1,053 trilhão; no sentido oposto, queda do setor de tecnologia encolhe fortunas de bilionários como Larry Ellison e Jeff Bezos.
Por Forbes- Publicado em 03/07/2026 14:19 – Foto: Chip-Somodevilla/AP
O cenário das maiores fortunas globais registrou uma guinada histórica no fechamento do primeiro semestre. Elon Musk tornou-se oficialmente o primeiro trilionário do mundo, após a abertura de capital da SpaceX na Nasdaq. O movimento na bolsa de valores impulsionou o patrimônio líquido do empresário sul-africano em impressionantes US$ 218 bilhões em apenas 30 dias, consolidando sua liderança isolada com uma fortuna estimada em US$ 1,053 trilhão em 1º de julho.
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O desempenho de Musk seguiu na contramão do restante dos homens mais ricos do planeta. Sob o impacto de uma onda de liquidação que fez o índice Nasdaq recuar quase 3% e o S&P 500 cair 1%, as nove fortunas restantes do Top 10 encolheram, juntas, US$ 181 bilhões. Com o salto financeiro, Musk passou a deter um patrimônio três vezes e meia maior do que o do segundo colocado da lista da Forbes.
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Apesar de registrarem perdas bilionárias provocadas pela desvalorização de 6% nas ações da Alphabet, os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, conseguiram se manter nas posições de destaque do ranking mundial. Page ocupa a segunda colocação com US$ 291 bilhões, seguido de perto por Brin, em terceiro lugar, com US$ 269 bilhões. Logo atrás vem o fundador da Amazon, Jeff Bezos, mantendo o quarto posto com US$ 249 bilhões após os papéis da gigante do e-commerce despencarem 12%.
O revés mais expressivo do mês foi protagonizado por Larry Ellison. O cofundador da Oracle — que havia liderado os ganhos no mês anterior — viu sua fortuna encolher US$ 84 bilhões em junho, após as ações da companhia de software e nuvem derreterem 35%. O tombo fez Ellison despencar do 5º para o 7º lugar, abrindo espaço para a ascensão do CEO da Dell Technologies, Michael Dell (5º), e do fundador da Meta, Mark Zuckerberg (6º).
Quem são as 10 pessoas mais ricas do mundo?
- Elon Musk
- Larry Page
- Sergey Brin
- Jeff Bezos
- Michael Dell (subiu da 6ª posição)
- Mark Zuckerberg (subiu da 7ª posição)
- Larry Ellison (caiu da 5ª posição)
- Jensen Huang
- Bernard Arnault
- Warren Buffett (subiu da 11ª posição)
1. Elon Musk
Patrimônio líquido: US$ 1,053 trilhão (R$ 5,49 trilhões) (alta de US$ 218 bilhões (R$ 1,14 trilhão) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: SpaceX e Tesla
Idade: 55 anos
Residência: Austin, Texas
Nacionalidade: Estados Unidos
Em 12 de junho, Elon Musk tornou-se o primeiro trilionário da história após a SpaceX abrir capital na Nasdaq e encerrar seu primeiro dia de negociações com um valor de mercado próximo de US$ 2,2 trilhões (R$ 11,46 trilhões).
Musk, que ocupa os cargos de presidente do conselho, diretor-presidente (CEO) e diretor técnico (CTO) da SpaceX, possui 4,8 bilhões de ações da empresa aeroespacial, avaliadas em US$ 814 bilhões (R$ 4,24 trilhões) em 1º de julho.
Além disso, ele detém 350 milhões de opções de compra de ações, com preço de exercício de US$ 8,40 (R$ 43,76) por ação, avaliadas em US$ 57 bilhões (R$ 296,97 bilhões), o que lhe garante uma participação de 38% na empresa, equivalente a US$ 871 bilhões (R$ 4,54 trilhões).
Antes da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX, a Forbes estimava a participação de aproximadamente 40% de Musk (antes da diluição provocada pela oferta) em cerca de US$ 500 bilhões (R$ 2,61 trilhões), com base na avaliação de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,51 trilhões) atribuída à fusão entre a SpaceX e a xAI, empresa de inteligência artificial e redes sociais de Musk, realizada em fevereiro. A xAI havia se fundido anteriormente com a X (antigo Twitter) em março de 2025.
Musk também possui uma participação de quase 11% na Tesla, que tem valor de mercado de US$ 1,6 trilhão (R$ 8,34 trilhões). Essa participação é avaliada em US$ 166 bilhões (R$ 864,86 bilhões), além de ações restritas que poderão lhe garantir outros 8% da empresa quando forem definitivamente adquiridas (vesting).
Essas ações restritas eram anteriormente opções de compra de ações concedidas a Musk como parte de seu pacote de remuneração por desempenho como CEO, aprovado em 2018. O pacote foi anulado por uma juíza do estado de Delaware em 2024, mas restabelecido pela Suprema Corte de Delaware em 2025.
Em abril, Tesla e Musk firmaram um novo acordo que transformou essas opções — exercidas por Musk em 16 de junho— em ações restritas. Pelo contrato, ele perderá essas ações caso deixe de permanecer na Tesla até janeiro de 2028 como diretor-presidente ou como “executivo responsável pelo desenvolvimento de produtos ou pelas operações da empresa”.
Para manter consistência com a metodologia utilizada para calcular a fortuna de outros bilionários que possuem ações restritas ainda não adquiridas definitivamente, a Forbes retirou essas ações do cálculo do patrimônio de Musk. Atualmente, elas estão avaliadas em US$ 128 bilhões (R$ 666,88 bilhões).
Também não fazem parte da estimativa da Forbes enormes pacotes de ações restritas condicionadas ao cumprimento de metas de desempenho, que poderão elevar a participação de Musk para até 47% da SpaceX e 29% da Tesla, antes dos impostos e dos custos necessários para liberar essas ações.
Para conquistar todos esses papéis, Musk precisará atingir objetivos extremamente ambiciosos, como elevar o valor de mercado da SpaceX para US$ 7,5 trilhões (R$ 39,08 trilhões) e o da Tesla para US$ 8,5 trilhões (R$ 44,29 trilhões), além de estabelecer uma colônia humana permanente em Marte com pelo menos um milhão de habitantes.
Natural da África do Sul, Musk mudou-se para o Canadá antes de completar 18 anos. Trabalhou em diferentes empregos, ingressou na Queen’s University, em Ontário, e posteriormente se transferiu para a Universidade da Pensilvânia, onde obteve o diploma de bacharel em Economia.
Em 2000, ele fundiu o banco digital X.com, que havia criado, com uma empresa semelhante cofundada por Peter Thiel, dando origem ao PayPal, adquirido pelo eBay em 2002 por US$ 1,4 bilhão (R$ 7,29 bilhões).
Musk fundou a SpaceX em 2002, na cidade de El Segundo, próxima a Los Angeles. Em 2004, tornou-se investidor e presidente do conselho da Tesla, um ano após a criação da empresa. Posteriormente, recebeu oficialmente o título de cofundador.
Em 2015, Musk também ajudou a fundar a OpenAI, ao lado de Sam Altman, inicialmente como uma organização sem fins lucrativos. Três anos depois, deixou o conselho da entidade após uma tentativa frustrada de assumir maior controle sobre a organização. Mais recentemente, Musk processou a OpenAI alegando que tinha direito a compensação financeira por suas contribuições para a empresa. O processo foi arquivado em maio por questões processuais, embora seja provável que ele apresente recurso.
O magnata tornou-se a pessoa mais rica do mundo pela primeira vez em setembro de 2021 e permaneceu na liderança durante a maior parte de 2022, até perder a posição em dezembro daquele ano. Ele voltou ao primeiro lugar em 8 de junho de 2023, mantendo-se como a pessoa mais rica do planeta durante o restante de 2023. Em 31 de janeiro de 2024, caiu novamente para a segunda colocação. No fim de maio de 2024, recuperou o posto de homem mais rico do mundo e permanece na liderança desde então.
Em outubro, tornou-se a primeira pessoa da história a alcançar um patrimônio superior a US$ 500 bilhões (R$ 2,61 trilhões). Em dezembro, ultrapassou também as marcas de US$ 600 bilhões (R$ 3,13 trilhões) e US$ 700 bilhões (R$ 3,65 trilhões). Já em fevereiro, sua fortuna superou US$ 800 bilhões (R$ 4,17 trilhões).
2. Larry Page
Patrimônio líquido: US$ 291 bilhões (R$ 1,52 trilhão) (queda de US$ 18 bilhões (R$ 93,78 bilhões) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: Google
Idade: 53 anos
Residência: Palo Alto, Califórnia
Nacionalidade: Estados Unidos
Larry Page percorreu um longo caminho até conquistar o posto de segunda pessoa mais rica do mundo e tornar-se apenas a terceira pessoa da história a atingir um patrimônio superior a US$ 300 bilhões (R$ 1,56 trilhão). Ele alcançou essa marca em abril, antes de voltar a ficar abaixo desse patamar em junho.
Quando a Forbes fechou a Lista Mundial de Bilionários de 2025, em março do ano passado, Page ocupava a 7ª posição, com uma fortuna estimada em US$ 144 bilhões (R$ 750,24 bilhões). Há dez anos, ele aparecia apenas na 19ª colocação. Page fundou o mecanismo de busca Google ao lado do colega de doutorado da Universidade Stanford, Sergey Brin, em 1998. Ele atuou como diretor-presidente (CEO) da empresa até 2001 e voltou ao cargo entre 2011 e 2015.
Atualmente, faz parte do conselho de administração da Alphabet, controladora do Google, e continua sendo um de seus principais acionistas com poder de controle. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Page também trabalha em uma nova startup de inteligência artificial chamada Dynatomics, voltada para o setor de manufatura. No fim de 2024, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que o Google deveria vender o navegador Chrome para reduzir o domínio da empresa no ambiente digital.
Em resposta, o Google declarou que essa medida prejudicaria os consumidores e enfraqueceria a liderança tecnológica dos Estados Unidos. Essa disputa pode ter sido um dos motivos que levaram o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, a participar da cerimônia de posse de Donald Trump, em janeiro de 2025.
No maior processo antitruste das últimas décadas, um juiz federal decidiu, em setembro de 2025, que o Google não precisará vender o Chrome. Page também foi um dos investidores fundadores da empresa de mineração de asteroides Planetary Resources, adquirida pela companhia de tecnologia blockchain ConsenSys em 2018.
Recentemente, ele comprou uma residência na Flórida, aparentemente em resposta à possibilidade de a Califórnia adotar um imposto sobre grandes fortunas.
3. Sergey Brin
Patrimônio líquido: US$ 269 bilhões (R$ 1,40 trilhão) (queda de US$ 16 bilhões (R$ 83,36 bilhões) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: Google
Idade: 52 anos
Residência: Los Altos, Califórnia
Nacionalidade: Estados Unidos
Enquanto Larry Page mantém um perfil notoriamente discreto, Sergey Brin voltou a participar ativamente das operações da Alphabet, ajudando a definir a estratégia da empresa na área de inteligência artificial. Ele saiu da chamada “semiaposentadoria” em 2024 para colaborar no desenvolvimento e nas melhorias do Gemini, chatbot de inteligência artificial do Google. Quando o modelo foi lançado, em dezembro daquele ano, Brin foi listado como um dos principais colaboradores (core contributor).
Assim como seu cofundador, atualmente integra o conselho de administração da Alphabet e permanece como um dos acionistas controladores da empresa. No fim de novembro, Brin informou ter doado US$ 1,1 bilhão (R$ 5,73 bilhões) em ações da Alphabet. Quase a totalidade desse montante foi destinada à sua organização sem fins lucrativos Catalyst4, que financia pesquisas relacionadas a doenças do sistema nervoso central e às mudanças climáticas.
Segundo relatos, Brin também adquiriu imóveis em Malibu e na margem de Nevada do Lago Tahoe. Além disso, ele estaria apoiando uma organização sem fins lucrativos da Califórnia que trabalha para ampliar o acesso à moradia a preços mais acessíveis, enquanto o estado avalia a criação de um novo imposto sobre grandes fortunas destinado aos ultrarricos.
4. Jeff Bezos
Patrimônio líquido: US$ 249 bilhões (R$ 1,30 trilhão) (queda de US$ 28 bilhões (R$ 145,88 bilhões) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: Amazon
Idade: 62 anos
Residência: Miami, Flórida
Nacionalidade: Estados Unidos
Em uma entrevista ampla concedida em maio, o fundador da Amazon falou sobre impostos, defendendo, entre outros pontos, que a metade da população com menores salários não deveria pagar tributos. Ele também revelou poucos detalhes sobre uma nova startup de inteligência artificial chamada Prometheus.
Bezos é codiretor-presidente da empresa, descrita como uma “engenheira geral artificial” que tornará “muito mais fácil para engenheiros projetarem objetos físicos”. Em junho, a startup anunciou ter concluído uma rodada de financiamento com avaliação de US$ 41 bilhões (R$ 213,61 bilhões), embora a Forbes ainda não tenha conseguido verificar qual é a participação de Bezos na companhia nem quanto ele investiu pessoalmente nela.
Essa é sua primeira função operacional desde que deixou o cargo de CEO da Amazon, em julho de 2021. Bezos criou a gigante do comércio eletrônico em 1994 e permanece como presidente executivo do conselho. No mesmo mês em que se aposentou como diretor-presidente, viajou ao espaço em um foguete construído pela empresa aeroespacial privada Blue Origin, que ele fundou e financiou com bilhões de dólares.
Antes de criar a Amazon.com em sua garagem, em Seattle, Bezos trabalhou no McDonald’s quando era adolescente, formou-se em Princeton e conseguiu um emprego em Nova York no fundo de hedge D.E. Shaw, onde conheceu sua primeira esposa, MacKenzie Scott.
A Amazon começou como uma livraria online em uma época em que poucas pessoas compravam produtos pela internet. Depois, a empresa também passou a dominar o mercado de armazenamento em nuvem e entrou na produção de filmes e séries para abastecer o Amazon Prime Video.
Bezos foi a pessoa mais rica do mundo na lista anual de bilionários da Forbes entre 2018 e 2021. Depois, caiu para a segunda posição no ranking de 2022, ficou em 3º lugar nas listas de 2023 a 2025 e passou para a 4ª colocação no ranking de 2026.
Em 2019, Bezos e sua esposa MacKenzie se divorciaram. Como parte do acordo, ela ficou com 4% das ações da Amazon, enquanto ele manteve 12%. Desde então, Bezos vendeu e doou uma parte maior de sua participação e hoje possui 8% da empresa.
Desde o IPO da Amazon, em 1997, a Forbes calcula que Bezos já vendeu mais de US$ 49 bilhões (R$ 255,29 bilhões)em ações da companhia. Por meio da Bezos Expeditions, ele investiu em diversas empresas, incluindo a Airbnb e a companhia de software Workday.
5. Michael Dell
Patrimônio líquido: US$ 235 bilhões (R$ 1,22 trilhão) (queda de US$ 9 bilhões (R$ 46,89 bilhões) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: Dell Technologies
Idade: 61 anos
Residência: Austin, Texas
Nacionalidade: Estados Unidos
Michael Dell começou sua trajetória aos 19 anos, vendendo computadores a partir do dormitório da Universidade do Texas. Ao fim do primeiro ano da faculdade, já havia faturado US$ 80 mil (R$ 416,80 mil). Hoje, é presidente do conselho e CEO da Dell Technologies, criada em 2016 por meio da fusão de US$ 60 bilhões (R$ 312,60 bilhões) entre a Dell e a gigante de armazenamento de dados EMC.
Dell abriu o capital da empresa que leva seu nome em 1988. Depois, em 2013, fechou novamente o capital da companhia em parceria com a firma de private equity Silver Lake Partners. No fim de 2018, a empresa voltou à bolsa após uma complexa reestruturação financeira.
O braço de software em nuvem da Dell, a VMware, foi separado da companhia em 2021. Em 2023, a fabricante de microchips Broadcom comprou a empresa por US$ 69 bilhões (R$ 359,49 bilhões), dos quais 39% ficaram com Dell.
6. Mark Zuckerberg
Patrimônio líquido: US$ 194 bilhões (R$ 1,01 trilhão) (queda de US$ 24 bilhões (R$ 125,04 bilhões) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: Meta (Facebook)
Idade: 42 anos
Residência: Palo Alto, Califórnia
Nacionalidade: Estados Unidos
Mark Zuckerberg cofundou o Facebook em 2004, quando era estudante da Universidade Harvard. Hoje chamada Meta, a empresa tornou-se a maior rede social do mundo, com vários bilhões de usuários em escala global. A companhia também é dona do Instagram e do WhatsApp, ambos adquiridos e amplamente expandidos sob sua gestão.
Zuckerberg, que continua no cargo de CEO, levou a empresa à bolsa em 2012 e ainda possui cerca de 13% da companhia. Em outubro, Zuckerberg estava na plateia do prêmio Innovator of the Year Awards, do Wall Street Journal, quando sua esposa, Priscilla Chan, recebeu o principal reconhecimento por seu trabalho na filantropia do casal, voltada à cura e à prevenção de doenças. Na ocasião, a cantora Billie Eilish perguntou ao público: “Se você é bilionário, por que você é bilionário?”.
Em fevereiro, Zuckerberg e Priscilla foram fotografados na primeira fila de um desfile da Prada, em Milão. Segundo relatos, a Meta e a Prada estariam colaborando no desenvolvimento de óculos inteligentes de alto padrão.
7. Larry Ellison
Patrimônio líquido: US$ 192 bilhões (R$ 1,00 trilhão) (queda de US$ 84 bilhões (R$ 437,64 bilhões) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: Oracle
Idade: 81 anos
Residência: Manalapan, Flórida
Nacionalidade: Estados Unidos
Em agosto do ano passado, Larry Ellison uniu forças com seu filho David para viabilizar a fusão entre a Paramount e a Skydance Media, empresa de David. Agora, pai e filho fazem uma aposta muito maior com a oferta de US$ 111 bilhões (R$ 578,31 bilhões) da Paramount para comprar a gigante de mídia Warner Bros. Discovery.
Caso os órgãos reguladores aprovem a operação, uma das maiores fusões da história dará aos Ellison uma influência sem precedentes sobre a mídia norte-americana: CBS e CNN sob o mesmo guarda-chuva, HBO Max e Paramount+fundidas, e Warner Bros. e Paramount Pictures compartilhando a mesma controladora.
Isso se soma ao império de tecnologia e imóveis que o Ellison mais velho — cofundador, presidente do conselho e diretor de tecnologia da Oracle, além de novo vizinho do presidente Donald Trump — já controla.
Morador de longa data da Califórnia e também proprietário da ilha havaiana de Lanai — avaliada em mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,21 bilhões) —, Ellison agora é oficialmente residente de Manalapan, na Flórida, a cerca de 20 minutos de carro de Mar-a-Lago, propriedade de Trump.
Apesar de toda a repercussão em torno de seus negócios e de seus laços com Trump, Ellison ainda obtém uma enorme parte de sua fortuna da Oracle, empresa de software que cofundou em 1977.
A Oracle integrou o consórcio que comprou as operações norte-americanas do TikTok em um acordo que avaliou a empresa em US$ 14 bilhões (R$ 72,94 bilhões) em janeiro.
Em meados de setembro, Ellison tornou-se brevemente a segunda pessoa da história a atingir um patrimônio de US$ 400 bilhões (R$ 2,08 trilhões) e chegou a ficar a menos de US$ 40 bilhões (R$ 208,40 bilhões) de Musk. Isso ocorreu graças às projeções otimistas de receita da Oracle para seu negócio de infraestrutura em nuvem — usado principalmente para alimentar sistemas de inteligência artificial —, que impulsionaram as ações da empresa em 36% em um único dia.
Desde então, os papéis da Oracle já caíram mais de 50%, mesmo após a recente recuperação.
8. Jensen Huang
Patrimônio líquido: US$ 173 bilhões (R$ 901,33 bilhões) (queda de US$ 9 bilhões (R$ 46,89 bilhões) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: Semicondutores
Idade: 63 anos
Residência: Los Altos, Califórnia
Nacionalidade: Estados Unidos
Jensen Huang cofundou a Nvidia em 1993 e, desde então, ocupa os cargos de presidente e diretor-presidente (CEO) da empresa. Ele possui aproximadamente 3% da companhia, que abriu seu capital em 1999.
Sob sua liderança, as GPUs (unidades de processamento gráfico) da Nvidia tornaram-se referência primeiro no mercado de jogos para computadores e, mais recentemente, no setor de inteligência artificial, ajudando a empresa a se tornar a primeira da história a atingir um valor de mercado de US$ 5 trilhões (R$ 26,05 trilhões), em outubro, antes de devolver parte dessa valorização.
Nascido em Taiwan, Huang mudou-se ainda criança para a Tailândia. Posteriormente, diante do agravamento da instabilidade política no país asiático, sua família enviou ele e o irmão para os Estados Unidos.
9. Bernard Arnault
Patrimônio líquido: US$ 147,9 bilhões (R$ 770,56 bilhões) (sem alterações em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: LVMH
Idade: 77 anos
Residência: Paris, França
Nacionalidade: França
Bernard Arnault é diretor-presidente (CEO) e presidente do conselho do grupo de artigos de luxo LVMH. Seu pai construiu uma fortuna milionária no setor da construção civil. Para iniciar sua trajetória nos negócios, Arnault utilizou US$ 15 milhões (R$ 78,15 milhões) desse patrimônio para adquirir a Christian Dior.
Desde então, transformou a LVMH na maior empresa de artigos de luxo do mundo, reunindo cerca de 75 marcas de moda, cosméticos, bebidas e joias, entre elas Louis Vuitton, Christian Dior, Moët & Chandon, Sephora e a joalheria Tiffany & Co. Os cinco filhos de Arnault trabalham em diferentes áreas do império da LVMH.
Em 2024, ele indicou dois de seus filhos — Alexandre e Frédéric Arnault — para o conselho de administração da companhia. Alexandre também foi nomeado diretor-geral adjunto da divisão de vinhos e destilados da LVMH.
Sua filha Delphine, responsável pela Dior, e seu filho Antoine já integravam o conselho da empresa. Também em 2024, Arnault nomeou Frédéric para comandar a holding familiar que controla a participação da família na LVMH.
Seu filho mais novo, Jean Arnault, atua como diretor da divisão de relógios da Louis Vuitton. Arnault foi a pessoa mais rica do mundo durante boa parte da primeira metade de 2023 e voltou ao topo do ranking entre fevereiro e o fim de maio de 2024.
10. Warren Buffett
Patrimônio líquido: US$ 147,8 bilhões (R$ 770,04 bilhões) (alta de US$ 8 bilhões (R$ 41,68 bilhões) em relação ao mês anterior)
Origem da fortuna: Berkshire Hathaway
Idade: 95 anos
Residência: Omaha, Nebraska
Nacionalidade: Estados Unidos
Conhecido como o “Oráculo de Omaha”, Warren Buffett é considerado um dos investidores mais bem-sucedidos de todos os tempos. Filho de um congressista norte-americano, comprou suas primeiras ações aos 11 anos e apresentou sua primeira declaração de imposto de renda aos 13 anos.
No fim de dezembro, aposentou-se do cargo de diretor-presidente (CEO) da Berkshire Hathaway, conglomerado que controla dezenas de empresas, incluindo a seguradora Geico, a fabricante de baterias Duracell e a rede de restaurantes Dairy Queen.
Mesmo após deixar a presidência executiva, Buffett permanecerá como presidente do conselho da companhia. Em 2010, ao lado de Bill Gates e Melinda French Gates, criou a iniciativa Giving Pledge, que incentiva bilionários a destinarem pelo menos metade de suas fortunas para causas filantrópicas. Buffett afirma que pretende doar 99% de seu patrimônio.
Até o momento, já destinou cerca de US$ 68 bilhões (R$ 354,28 bilhões) a instituições beneficentes, principalmente à Fundação Gates (antiga Fundação Bill & Melinda Gates), às fundações administradas por seus filhos e a uma fundação criada por sua primeira esposa, já falecida.
Na terça-feira, o Wall Street Journal informou que Buffett não fará sua tradicional doação anual de ações da Berkshire Hathaway à Fundação Gates enquanto não for concluída a revisão das ligações da organização com Jeffrey Epstein.
Reportagem originalmente publicada em Forbes.com
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