Torneio inédito no país acontecerá entre junho e julho do ano que vem; comissão organizadora destaca o potencial de transformação social e o fortalecimento da modalidade.
Por Sayonara Moreno – Publicado em 20/07/2026 – 14:45 – Foto: Paulo Pinto
Com o encerramento do Mundial masculino, as atenções do universo do futebol já se voltam para o Brasil. O país se prepara para fazer história no ano que vem ao sediar, de forma inédita, a Copa do Mundo Feminina da FIFA. O torneio está confirmado para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027, reunindo as 32 melhores seleções do planeta na disputa pelo troféu mais cobiçado da modalidade.
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
A escolha do Brasil como país-sede tem gerado grande expectativa e entusiasmo entre torcedores de todas as idades, servindo de combustível para jovens atletas que buscam inspiração em ícones como a atacante Marta. Oito capitais brasileiras foram selecionadas para abrigar as partidas do campeonato: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro (palco planejado para a abertura no Maracanã), Salvador e São Paulo.
Transformação cultural e visibilidade em foco
Para coordenar as estruturas e o impacto do evento no país, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira e medalhista olímpica Aline Pellegrino como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa de 2027. Pellegrino enfatiza que o torneio vai muito além das quatro linhas, atuando diretamente como uma ferramenta de evolução social.
— Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher na sociedade, essa Copa vai também para o lado social, para a gente ser uma sociedade mais igualitária. Acredito que um grande legado que pode acontecer por si só é o cultural. É um potencial muito grande de levar essas histórias, de mudar a cultura, de meninas e meninos começarem a praticar esse futebol junto desde sempre — avalia a diretora.
O sonho do título inédito em solo doméstico
A chegada do Mundial ao Brasil é vista por jogadoras amadoras e profissionais como a plataforma ideal para consolidar a valorização e o respeito à categoria. A atleta Myllene D’Arc, de 34 anos, que atua no time Republicanas de Brasília, destaca que o evento reforçará a mensagem de que o futebol pertence a todos: “A minha expectativa é que vai dar muito mais visibilidade para as mulheres, mostrando que a gente pode praticar o esporte que quiser porque somos empoderadas”.
Historicamente, a Copa do Mundo Feminina conta com um grupo seleto de campeãs. Desde a primeira edição oficial, realizada em 1991, apenas cinco nações ergueram a taça ao longo de nove edições: Estados Unidos (4 títulos), Alemanha (2), Noruega (1), Japão (1) e a Espanha (1), atual defensora do título. Jogando sob o apoio de sua torcida, a seleção brasileira buscará quebrar a hegemonia internacional e conquistar a sua primeira estrela dourada no peito.
Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/



