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Uso excessivo de telas reduz ato de piscar e aumenta casos de olho seco entre crianças e adolescentes

Alerta foi feito por médica especialista durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador; recomendação é limitar o uso de dispositivos a no máximo duas horas por dia.

Por Paula Laboissière — Enviada especial — Publicado em 10/09/2026 às 14:35 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

O hábito involuntário de piscar está sendo significativamente reduzido entre crianças e adolescentes devido ao tempo prolongado diante de celulares, tablets e computadores. O alerta foi feito durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que ocorre em Salvador. A consequência direta dessa fixação visual é o aumento nos consultórios dos diagnósticos de olho seco — condição antes mais comum em adultos e idosos.

A diminuição da frequência do piscar acelera a evaporação da película lacrimal que protege a superfície ocular, gerando episódios recorrentes de inflamação e desconforto.

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Sintomas e Fatores de Risco no Público Jovem

Segundo a oftalmologista Ana Paula Silverio, a proximidade excessiva do rosto em relação aos dispositivos eletrônicos é um dos principais desencadeadores do problema:

  • Sintomas Frequentes: Sensação de areia ou cisco nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão, visão embaçada e um tique reflexo de piscar compulsivamente para tentar reidratar a vista.

  • O Perigo do Celular no Escuro: Entre os adolescentes, o hábito de utilizar o smartphone dentro do quarto com as luzes apagadas agrava o estresse visual e a evaporação lacrimal.

  • Rotina Escolar e Recreativa: O uso concomitante de tablets na escola e celulares nos momentos de lazer expõe os jovens a longas jornadas ininterruptas de tela.

Recomendações e Limites Diários

Para conter o avanço do olho seco na infância e na juventude, os especialistas reforçam as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que orienta o limite máximo de duas horas diárias de exposição a telas para crianças a partir de 6 anos e adolescentes.

A conscientização dos pais é fundamental para estabelecer pausas regulares durante as atividades diárias, incentivar brincadeiras ao ar livre e evitar o uso de eletrônicos em ambientes com iluminação inadequada.

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