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Corinthians de Diniz começa a ganhar forma e faz grande jogo

Timão apresenta evolução tática, domínio de posse e saída de bola característica do treinador em vitória que empolga a torcida

Por Redação do ge – Publicado em 01/05/2026 06h00

​A vitória do Corinthians na última noite não foi apenas mais um resultado positivo na conta de Fernando Diniz. Foi, acima de tudo, o sinal mais claro até agora de que as ideias do treinador começaram a ser assimiladas pelo elenco. No topo da tabela e com um desempenho vistoso, o “Dinizismo” versão alvinegra deu um passo importante de maturação.

​Desde o apito inicial, o que se viu na Neo Química Arena foi um time que não teve medo de arriscar. A saída de bola curta, com os zagueiros e o goleiro participando ativamente da construção, atraiu a pressão adversária para gerar espaços nas costas da marcação — a marca registrada de Diniz.

O “Caos Organizado”

​O que mais chamou a atenção foi a movimentação constante. Jogadores que teoricamente ocupariam posições fixas, como os laterais e os pontas, foram vistos flutuando pelo meio, criando superioridade numérica em setores específicos do campo. Foi um domínio territorial absoluto, com picos de 70% de posse de bola.

​Diferente das primeiras partidas, onde o time parecia hesitar na hora de trocar passes sob pressão, desta vez o Corinthians foi preciso. A aproximação entre os jogadores facilitou as triangulações, e o gol saiu justamente de uma jogada coletiva trabalhada desde o campo de defesa.

Gol de Lingard em Corinthians x Peñarol — Foto: Jhony Inácio/ge

​Evolução defensiva

​Um dos maiores receios da torcida era a exposição defensiva que o estilo de Diniz costuma causar. No entanto, o Corinthians mostrou uma transição defensiva muito mais agressiva. No momento em que perdia a bola, a “perda-pressiona” funcionava de imediato, impedindo os contra-ataques rivais.

​Destaques individuais

​Rodrigo Garro parece ter encontrado o seu lugar ideal nesse esquema. Atuando como o cérebro do time, ele dita o ritmo e aparece em todos os cantos do campo. Na frente, Yuri Alberto tem se beneficiado da maior quantidade de bolas que chegam com qualidade dentro da área.

Conclusão

​Ainda é cedo para falar em título ou em um time imbatível, mas a evolução é inegável. O Corinthians de Diniz deixou de ser um projeto de papel para se tornar um time com identidade própria dentro das quatro linhas. O torcedor, que antes desconfiava, agora aplaude a coragem de um time que joga para ter a bola e ser protagonista.

O próximo desafio será manter essa intensidade fora de casa, mas a base para um grande ano parece estar devidamente lançada.

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