Acolhendo manifestação da Procuradoria-Geral da República e ofícios dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, presidente do STF fixa prazo para envio do acervo completo da Operação Compliance Zero aos gabinetes do tribunal.
Por g1— Publicado em 11/09/2026 às 14:23 – Foto: Getty Images via BBC
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11 de setembro de 2026) que o relator do caso Banco Master, ministro André Mendonça, promova no prazo de 24 horas o levantamento do sigilo e a remessa integral de todos os documentos e procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero.
A determinação de Fachin atende a uma solicitação encaminhada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, com o apoio do procurador-geral Paulo Gonet. Na manifestação, o órgão sustentou que a divulgação parcial efetuada por Mendonça na quinta-feira (10) criava uma “ideia equivocada de transparência”, omitindo a maioria dos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Polícia Federal.
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Manifestações de Moraes e Zanin
A decisão do presidente do STF foi tomada minutos após os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharem ofícios à presidência da Corte defendendo a ampliação do acesso aos dados da apuração:
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Crítica de Alexandre de Moraes: O ministro classificou a decisão prévia de Mendonça como “seletiva” e apontou a exclusão de 180 documentos e arquivos digitais do acervo liberado aos integrantes do tribunal, alertando que a parcialidade prejudica o julgamento. Moraes solicitou ainda que duas petições sejam julgadas em conjunto na sessão marcada para a próxima terça-feira (15).
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Pedido de Cristiano Zanin: O ministro requereu acesso a uma mídia digital específica do processo para subsidiar a análise das requisições da PGR.
Exceções e Envio de Mídia
Pelo despacho assinado por Fachin, Mendonça deverá encaminhar o conjunto completo dos autos gravados em HD próprio à Presidência e aos gabinetes de todos os ministros. A única ressalva estabelecida pelo presidente do tribunal refere-se às diligências investigativas ainda em andamento cuja divulgação possa causar prejuízo efetivo às apurações policiais.
O embate ocorre no contexto das divergências públicas geradas após Mendonça ter mantido sob sigilo inquéritos paralelos, como as apurações sobre o financiamento do filme “Dark Horse” — que envolve o senador Flávio Bolsonaro — e investigações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA).
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