HomePolíticaExame obrigatório para futuros médicos é sancionado pelo Governo Federal

Exame obrigatório para futuros médicos é sancionado pelo Governo Federal

Medida prevê avaliações no 2º, 4º e 6º ano de graduação; exigência valerá para ingressantes a partir de junho de 2026 e faculdades com baixo desempenho poderão sofrer punições.

Por Luiz Claudio Ferreira (Agência Brasil) — Publicado em 07/11/2026 08:51 Foto: Reprodução/Freepik

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (6), a lei que institui o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A medida torna a avaliação nacional obrigatória para monitorar o aprendizado dos estudantes de Medicina e atestar a qualidade dos cursos superiores oferecidos nas instituições de ensino públicas e privadas do Brasil.

📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp

O exame será aplicado aos acadêmicos em três etapas estratégicas da graduação (no 2º, no 4º e no 6º ano). O objetivo principal é identificar deficiências no aprendizado ao longo do processo formativo, acompanhar o nível acadêmico das faculdades e subsidiar a regulação do ensino médico no país.

Qualidade no atendimento e exigência profissional

Durante a solenidade no Palácio do Planalto, o presidente Lula ressaltou que a qualificação dos profissionais reflete diretamente na melhora da assistência à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Quanto mais qualificado for o nosso médico, mais garantia a gente tem de que nós vamos viver mais. Se o Estado não assume a responsabilidade de dar tratamento justo às pessoas mais humildes, ninguém vai dar”, declarou o presidente.

Com a promulgação da lei, a aprovação na avaliação passa a ser condição obrigatória para o exercício da Medicina no Brasil. A exigência se aplica a todos os alunos que ingressaram ou ingressarem nos cursos de Medicina a partir de 19 de junho de 2026 (data de publicação da Medida Provisória original). Estudantes matriculados antes dessa data e médicos já diplomados seguem sob as normas anteriores.

Repercussão entre autoridades e especialistas

A sanção do Enamed foi celebrada por lideranças da saúde, da educação e da classe médica:

  • Geraldo Alckmin (Vice-presidente e médico): Destacou que a proliferação desordenada de faculdades de Medicina sem hospitais de ensino adequados comprometeu a capacitação prática dos alunos.

  • José Hiran Gallo (Presidente do CFM): Classificou a nova legislação como um “marco histórico” para a segurança dos pacientes e a valorização da Medicina.

  • Profª. Ludhmila Hajjar (Faculdade de Medicina da USP): Enfatizou que o teste protege a sociedade. “O aluno não é o culpado pela formação inadequada, ele é a principal vítima de instituições que não preparam adequadamente para a prática clínica”, defendeu.

Punição para faculdades e regulação do MEC

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, detalhou que o Enamed será organizado em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina (CFM). A legislação estabelece mecanismos severos de supervisão: instituições que apresentarem desempenho insatisfatório contínuo poderão sofrer redução na oferta de vagas e até suspensão de novos vestibulares.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a medida funcionará como um teste de progresso contínuo, garantindo que o SUS receba profissionais plenamente qualificados para salvar vidas.

Saiba mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui.

- Publicidade -

Mais lidos