Estado ordena reavaliação técnica após deputados marilienses denunciarem que projeto atual da Rede Voa nasceria ultrapassado, com apenas nove vagas de estacionamento e limitação para aviões de grande porte.
Por Redação – Publicado em 02/06/2026 às 10:40
O Governo do Estado de São Paulo atendeu a uma representação oficial da deputada estadual Dani Alonso (PL) e do deputado federal Capitão Augusto (PL) e autorizou a reavaliação dos estudos técnicos de viabilidade para o Aeroporto Estadual de Marília – Frank Miloye Milenkovich. A medida visa garantir uma expansão significativamente maior do que a planejada pela concessionária atual, evitando gargalos estruturais no desenvolvimento regional.
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A decisão da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) ocorre após uma denúncia formal protocolada pela dupla de parlamentares. No documento, os deputados apontaram que o cronograma de obras da concessionária Rede Voa venceu em março deste ano e que o escopo previsto entregaria uma infraestrutura defasada. O plano inicial limitava o pátio a aeronaves de pequeno porte e disponibilizava apenas nove vagas de estacionamento para os usuários do terminal.

Para contrapor o modelo atual, os deputados reapresentaram uma planta de engenharia desenvolvida nos anos 2000 pelo próprio Estado e posteriormente engavetada. A proposta resgatada projeta um terminal de passageiros três vezes maior, um pátio de aeronaves com seis vezes a capacidade atual e um estacionamento planejado para 366 veículos.
Desenvolvimento Logístico: Um aeroporto de grande porte fomenta toda a economia regional. A modernização atrai novas indústrias, potencializa o turismo corporativo, otimiza o fluxo de cargas e gera emprego, renda e arrecadação de impostos para o município.
Mudança de classe: Marília na rota dos aviões a jato e Boeing 737
O principal avanço técnico conquistado com a nova diretriz estadual envolve a categoria de aeronaves suportada pela pista local. O Secretário de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo, Rafael Benini, confirmou que as ponderações de Dani Alonso e Capitão Augusto são tecnicamente procedentes, justificando a necessidade de readequar o aeródromo para operações comerciais robustas.
O redesenho do projeto quer mudar o perfil do aeroporto de Marília da seguinte forma:
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Modelo Anterior (Restrito): Operação limitada a aeronaves turboélices do modelo ATR, que possuem menor velocidade e baixa capacidade de passageiros.
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Nova Diretriz (Expandida): Infraestrutura adaptada para pousos e decolagens de jatos comerciais de grande porte, como o Boeing 737 e similares.
Segundo o secretário Benini, a homologação da pista para aeronaves a jato é indispensável para que as principais companhias aéreas do país possam incluir Marília em suas malhas de voos regulares. Como a frota majoritária da aviação comercial brasileira é composta por aviões desse porte, a adequação vai conectar o município diretamente aos principais hubs de conexão aeroportuária do Estado e do Brasil, rompendo o atual isolamento aéreo da região.

Os parlamentares marilienses celebraram a decisão governamental como o primeiro passo para garantir um vetor de crescimento sustentável para as próximas cinco décadas. Dani Alonso e Capitão Augusto reiteraram que continuarão fiscalizando os desdobramentos da Artesp para impedir “reformas paliativas” e assegurar os investimentos estruturais de grande porte que a cidade demanda.
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