Medida punitiva é baseada em investigação do USTR sobre comércio digital e desmatamento; proposta abre exceções para setores estratégicos como carne, café e peças de aeronaves.
Por Agência Brasil com informações da Reuters – Publicado em 02/06/2026 às 09:15 – Foto: REUTERS / Leah Millis
O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de uma nova tarifa punitiva de 25% sobre uma ampla gama de produtos importados do Brasil. A justificativa de Washington aponta que determinadas práticas comerciais e ambientais adotadas pelo governo brasileiro são desleais e geram impactos negativos para as corporações norte-americanas, citando nominalmente impasses no setor de comércio digital, serviços de pagamento eletrônico e o avanço do desmatamento ilegal.
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A decisão de avançar com a sobretaxação é o resultado de uma investigação técnica aberta em julho de 2025 pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O relatório final do órgão concluiu que as atuais políticas regulatórias e fiscais do Brasil são consideradas “irrazoáveis” e atuam de forma a “onerar ou restringir” o livre comércio de bens e serviços oriundos dos EUA.
Como retaliação legal, o representante de comércio norte-americano recomendou a imposição de barreiras alfandegárias extras, sugerindo a taxa linear de 25% sobre as mercadorias de origem brasileira que entram no mercado estadunidense.
Mecanismo de Proteção: A proposta norte-americana prevê uma série de salvaguardas e exceções para evitar o desabastecimento. Ficam isentos os insumos que possam causar desequilíbrios estruturais na economia dos EUA e produtos agrícolas que não possuem volume de produção autossuficiente no território norte-americano.
Setores protegidos e a lista de exceções da sobretaxa
Para mitigar o risco de inflação interna e proteger cadeias produtivas globais dependentes do ecossistema industrial brasileiro, o governo dos EUA poupou categorias estratégicas de exportação da nova tarifa.
A lista de produtos brasileiros que não serão afetados pela taxação de 25% inclui:
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Agronegócio e Alimentos: Carne bovina, café, frutas frescas e nozes.
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Commodities e Energia: Petróleo bruto, combustíveis e derivados.
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Mineração e Indústria de Base: Terras raras, metais selecionados e minérios.
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Insumos Químicos: Fertilizantes agrícolas, produtos químicos orgânicos e compostos farmacêuticos.
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Tecnologia e Defesa: Aeronaves civis e militares, além de peças e componentes aeronáuticos.
A proposta de sanção comercial segue em fase de análise e abre um período de consultas antes de sua eventual implementação definitiva. O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil ainda avaliam o teor do relatório do USTR para formular uma resposta diplomática e comercial à ofensiva de Washington.
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