Identificados pelo programa Saúde com Ciência, perfis usavam avatares sintéticos e linguagem alarmista para vender produtos e promover tratamentos sem comprovação científica.
Por Lucas Pordeus León / Agência Brasil — Publicado em 09/09/2026 às 11:15 – Foto: Rafa Neddermeyer
Uma força-tarefa do Governo Federal identificou 97 perfis no YouTube que utilizavam recursos de Inteligência Artificial (IA) para criar avatares de médicos e profissionais de saúde fictícios. As contas eram empregadas para disseminar desinformação, prometendo curas milagrosas e recomendando tratamentos sem qualquer embasamento científico.
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Em resposta aos achados, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o Google — detentor da plataforma — exigindo a remoção imediata dos perfis e a inclusão de alertas aos usuários sobre os riscos de seguir conselhos médicos gerados por ferramentas sintéticas.
Mapeamento e Alvo das Fake News
A identificação do esquema ocorreu por meio do programa Saúde com Ciência, iniciativa do Ministério da Saúde voltada ao monitoramento e combate à desinformação digital na área médica:
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Táticas de Persuasão: Os canais utilizavam avatares hiper-realistas com credenciais profissionais falsas e tom alarmista para simular autoridade científica.
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Público-Alvo: A maior parte dos conteúdos mirava a população idosa, induzindo os espectadores à compra de serviços, e-books e produtos de saúde duvidosos.
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Prazo e Exigências: A AGU estipulou o prazo de 72 horas para que o YouTube remova os canais apontados ou aplique rotulagem explícita informando a natureza artificial dos personagens.
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Ação Interministerial: A ofensiva conta com a cooperação da AGU, Ministério da Saúde, Secom, Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI).
Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a assessoria do Google não se manifestou até o fechamento da matéria.
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