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Inflação do Prato Feito: Arroz e feijão dão alívio ao bolso, mas carne deve subir em 2026

​Após fechar 2025 com alta moderada de 2,9%, setor de alimentos projeta novos desafios para o consumidor; churrasco pode ficar mais caro devido à menor oferta de bois.

Publicado em 10/01/2026 – 07:54/Foto: Reprodução

​O tradicional “prato feito” do brasileiro teve um comportamento misto em 2025. Segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (9), a inflação de alimentos perdeu força, fechando o ano com uma alta acumulada de 2,9% — uma queda significativa em relação aos 7% registrados em 2024.

​O alívio veio principalmente do campo, onde o clima estável favoreceu colheitas recordes de itens básicos. No entanto, economistas e especialistas do agronegócio alertam que o cenário para 2026 exige atenção, especialmente para os amantes de proteína animal.

​O que baixou em 2025

​Arroz e Feijão: Foram os grandes protagonistas da queda de preços. O arroz teve um aumento de 20,6% na produção da safra 2024/25, o que gerou espaço para reduções nos supermercados. O feijão preto também registrou quedas expressivas devido ao excesso de oferta no Paraná e Mato Grosso.

​Carnes (Desaceleração): Cortes nobres como contrafilé e picanha, que haviam disparado em 2024, tiveram altas bem mais modestas em 2025 (1,3% e 2,8%, respectivamente), graças ao abate recorde de fêmeas.

​O que esperar para 2026

​O cenário para o novo ano indica que o “refresco” nos preços das carnes pode estar chegando ao fim. Confira os principais pontos de atenção:

​Alta da Carne Bovina: Especialistas da Scot Consultoria preveem que a oferta de animais para abate vai diminuir. Os pecuaristas agora estão retendo as vacas para reprodução (ciclo da pecuária), o que reduz a carne disponível no mercado e eleva os preços, especialmente no segundo semestre.

​Impacto de Grandes Eventos: A Copa do Mundo e o período eleitoral de 2026 tendem a aumentar a circulação de dinheiro e o consumo doméstico, pressionando ainda mais os preços das proteínas.

​Frango e Ovos Pressionados: Com o baixo poder de compra, muitas famílias substituíram a carne bovina por aves e ovos. Essa demanda elevada deve impedir que os preços desses itens caiam significativamente em 2026.

​Estabilidade no Arroz: Embora a colheita possa ser ligeiramente menor este ano, não se espera um salto de preços para o consumidor final, mantendo uma certa estabilidade no prato básico.

​Dica para o Consumidor

​Com a previsão de alta nas carnes, a recomendação de analistas é monitorar as promoções no primeiro semestre e considerar proteínas alternativas, já que o custo do “churrasco de domingo” deve pesar mais no orçamento na metade final de 2026.

Com informações de IBGE, Cepea/USP e G1.

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