Ação conjunta com o MPF cumpriu mandados de prisão preventiva no Brasil e no exterior; um dos principais investigados movimentou sozinho mais de R$ 150 milhões.
Por Agência Brasil – Publicado em 22/06/2026 09:55 – Foto: PF/Divulgação
Ofensiva Contra o Financiamento do Crime A Polícia Federal (PF) prendeu neste fim de semana importantes integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) com atuação no Rio de Janeiro e em diferentes regiões do país. Os alvos fazem parte do núcleo financeiro estratégico da organização, responsável pela ocultação, dissimulação e movimentação de recursos ilícitos que eram utilizados para custear a compra de drogas no exterior e o abastecimento de armas de fogo de uso restrito.
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Prisões Internacionais e Deportação Em uma ação que contou com cooperação policial internacional, dois dos investigados — um homem e uma mulher — foram localizados e detidos pelas autoridades locais no Suriname. Após serem deportados para o Brasil, ambos receberam voz de prisão oficial ao desembarcarem em Belém, no Pará.
De acordo com as investigações, o homem atuava na faixa de fronteira e chegou a movimentar de forma isolada mais de R$ 150 milhões para a aquisição de materiais ilícitos. A mulher é apontada como a principal operadora logística e financeira, registrando histórico de viagens ao país vizinho em períodos idênticos aos fluxos bancários suspeitos.
Capturas em Pontos Estratégicos do País Outros dois mandados judiciais de prisão preventiva foram cumpridos em solo nacional:
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No Rio de Janeiro: Foi preso um operador financeiro suspeito de pulverizar o dinheiro da facção por meio de contas correntes pessoais e empresariais, viabilizando o pagamento direto a fornecedores de armas e entorpecentes.
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Em Tabatinga (AM): Na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a PF capturou o responsável por gerenciar uma empresa de fachada utilizada no fluxo de capital da organização na Amazônia, focada na logística transnacional de remessas.
A Operação Red Fox A fase ostensiva, batizada de Operação Red Fox, foi realizada em parceria direta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). A engenharia financeira do grupo criminoso envolvia depósitos fracionados, uso de interpostas pessoas (“laranjas”), transferências em massa via PIX e contas de passagem de negócios fictícios que operavam valores totalmente incompatíveis com suas capacidades econômicas declaradas.
Asfixia Financeira de Meio Bilhão Além das prisões preventivas, as ordens expedidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinaram o bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens e direitos no limite de até R$ 500 milhões. O objetivo principal da medida é atingir frontalmente a estrutura econômica da facção, congelando o patrimônio acumulado e interrompendo em definitivo a engrenagem de financiamento de novas atividades ilícitas.
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