Decisão do Governo do Estado conclui processo administrativo e oficializa a expulsão do servidor público indiciado pelo homicídio que chocou a região.
Por Redação- Publicado em 08/06/2026 às 16:04
O Governo do Estado de São Paulo oficializou a demissão do delegado de polícia acusado de assassinar a tiros a jovem Katrina, durante a realização de uma festa de rodeio na cidade de Promissão, no interior paulista. A destituição do cargo público foi publicada no Diário Oficial e encerra o processo administrativo instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil, que analisava a conduta do servidor diante do crime de repercussão nacional.
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A demissão ocorre em paralelo ao andamento do processo criminal na Justiça, no qual o ex-delegado responde pelo homicídio qualificado da vítima. A perda do cargo público reflete o rigor das instituições e da Secretaria de Segurança Pública no tratamento de desvios graves de conduta cometidos por agentes que deveriam zelar pela ordem e pela proteção dos cidadãos.
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O crime que chocou o interior paulista
O trágico episódio aconteceu no recinto onde era realizada a tradicional festa do peão de Promissão. De acordo com os autos do inquérito policial e os relatos de testemunhas colhidos no local, o então delegado se envolveu em uma confusão no evento e efetuou os disparos de arma de fogo que atingiram fatalmente a jovem Katrina, que não resistiu aos graves ferimentos.
A brutalidade e as circunstâncias do assassinato provocaram imediata revolta na comunidade local e uma onda de pedidos por justiça nas redes sociais. Diante da gravidade dos fatos, o policial foi preso e a Corregedoria Geral da Polícia Civil agiu para afastar o servidor de suas funções operacionais imediatas, dando início ao processo interno que resultou na sua demissão.
Consequências jurídicas após a perda do cargo
Com a perda oficial do cargo público decretada pelo Poder Executivo estadual, o réu perde também os direitos e prerrogativas funcionais inerentes à carreira de delegado de polícia, como o recebimento de salários da corporação e o direito a foro por prerrogativa de função em determinadas instâncias. O julgamento do caso na esfera criminal seguirá de forma independente.
Especialistas em direito penal apontam que a demissão administrativa serve como uma resposta contundente da instituição policial de que práticas violentas e abusos de autoridade não são tolerados. O Ministério Público do Estado de São Paulo atua na acusação do ex-policial, buscando que o réu seja levado a júri popular para responder pelo homicídio de Katrina perante a sociedade.
Julgamento por homicídio duplamente qualificado
Em 2 de julho de 2025, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) definiu que Vinícius fosse a júri popular em decisão publicada e confirmada pelo órgão. A defesa de Martinez pediu recurso e ele responde ao processo em liberdade.
A Justiça determinou que o delegado fosse julgado por homicídio duplamente qualificado, com dolo eventual — quando se assume o risco de matar —, além de responder por disparos de arma de fogo em local habitado.
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