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Melhores cidades para viver no Brasil: o que define qualidade de vida

Muito além da localização tradicional e do preço do imóvel, compradores priorizam bem-estar, segurança e redução de deslocamentos; empreendimentos inteligentes se alinham a metas globais da ONU.

Por Erem Carla – Publicado em 14/07/2026 14:40

A definição de uma cidade ideal para morar no Brasil passou por uma transformação estrutural nos últimos anos. Se no passado a escolha de um imóvel era pautada quase que exclusivamente pela localização central e pela metragem útil, hoje o conceito de qualidade de vida é medido por um ecossistema complexo. Fatores como segurança, mobilidade urbana, acesso facilitado à saúde e educação, além de compromissos claros com a sustentabilidade, ditam o novo comportamento do consumidor.

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Estudos recentes baseados no Índice de Progresso Social (IPS Brasil) revelam que os municípios de destaque são aqueles que conseguem equilibrar o crescimento econômico com o bem-estar social. Cidades do interior paulista, como Campinas, Jundiaí e São José dos Campos, além de polos regionais como Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS) são frequentemente apontadas como referências na oferta de serviços públicos eficientes e infraestrutura integrada.

A ascensão do “morar com propósito” e da sustentabilidade

Para o mercado imobiliário, essa mudança de mentalidade consolidou uma nova tendência de consumo. De acordo com José Luiz Esteves da Fonseca, Gestor Executivo de Relações Institucionais e Sustentabilidade da MRV&CO, o setor caminha a passos largos para o conceito do “morar com propósito”. Os compradores buscam moradias que ofereçam conforto térmico, iluminação natural, eficiência energética e uso racional da água, inseridas em bairros que reduzam a necessidade de longos deslocamentos diários.

“A moradia não se resume ao apartamento de ótima qualidade. Toda a vizinhança de um empreendimento influencia o valor agregado do imóvel”, pontua Fonseca. Ele destaca que quesitos como saneamento básico, iluminação pública, conservação das vias de acesso e a proximidade com áreas verdes e redes de comércio dividem espaço diretamente com o preço final do imóvel na hora da decisão de compra.

Cidades planejadas e o alinhamento com as metas da ONU

Como resposta prática a essa demanda, o planejamento de bairros inteligentes e autossustentáveis ganha força no país. Projetos inovadores baseados no desenvolvimento urbano integrado, tecnologia, segurança ativa e sustentabilidade ambiental buscam aproximar as moradias das oportunidades de trabalho e de lazer. Essas iniciativas privadas, a exemplo do projeto “Cidade Sete Sóis” desenvolvido pela construtora MRV, buscam criar microrregiões autossuficientes em municípios como Betim (MG), Campinas (SP), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ).

Essa visão de engenharia civil e urbanismo modernos está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especificamente ao ODS 11, que visa tornar as cidades e comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Apesar das métricas positivas apontadas nos rankings de melhores municípios, especialistas alertam que a escolha final deve sempre considerar as necessidades individuais e profissionais de cada família, avaliando o mercado de trabalho local e a proximidade com a rede de apoio familiar.

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