Estar constantemente conectado ativa o sistema de alerta do cérebro e impede a recuperação física e mental; confira pequenas mudanças diárias para proteger a saúde mental.
Por Agência SP – Publicado em 20/07/2026 – 10:03
A necessidade de estar conectado em tempo integral tem cobrado um preço alto da saúde mental da população. O contato frequente com o mundo virtual e o fluxo constante de informações podem atuar como catalisadores para o desenvolvimento da síndrome de burnout. De acordo com especialistas, a hiperconectividade potencializa os impactos da exposição crônica ao estresse, bloqueando os mecanismos naturais de repouso do organismo.
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Considerado um transtorno moderno intrinsecamente ligado à era pós-internet, o burnout caracteriza-se pelo esgotamento emocional associado diretamente ao ambiente corporativo. Os grupos mais vulneráveis são profissionais submetidos a altas demandas laborais e à cobrança por disponibilidade imediata, como trabalhadores das áreas de saúde, tecnologia, jornalismo e atendimento ao cliente, além de pessoas em regime de home office ou modelo híbrido.
Cérebro em modo de vigilância contínua impede descanso
O psiquiatra Michel Haddad, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), explica que o maior prejuízo da conectividade sem limites ocorre na qualidade do descanso. Segundo o médico, o recebimento de e-mails profissionais fora do expediente e mensagens instantâneas em períodos de lazer aciona o sistema de antecipação do cérebro, mantendo o organismo em estado de alerta.
— Quando permanecemos constantemente conectados, o cérebro não consegue entrar no estado de repouso. Como o estímulo é imprevisível, a checagem se torna repetitiva. Essa prontidão ininterrupta impede o organismo de ‘desligar’ e entrar em recuperação, o que alimenta o esgotamento — esclarece Haddad. O especialista reforça que, quando o quadro já está instalado, o tratamento exige acompanhamento médico especializado com psiquiatra e psicólogo.
6 Cuidados práticos para adotar no cotidiano
Para quebrar o ciclo de vigilância e restabelecer as barreiras entre o período de trabalho e o momento de lazer, especialistas sugerem pequenas adaptações sustentáveis na rotina digital:
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Silenciar notificações: Desative avisos visuais e sonoros não essenciais de aplicativos, já que a maior parte das mensagens não demanda resposta em tempo real.
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Rotina sem telas: Estabeleça horários totalmente livres de dispositivos digitais, preferencialmente na primeira e na última hora do dia.
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Proteger o sono: Retire o smartphone do quarto durante a noite e utilize um despertador convencional para evitar a tentação de checar as redes antes de dormir.
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Definir o encerramento: Estipule um horário fixo para o término das atividades de trabalho e comunique formalmente seus colegas e gestores.
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Ajuste visual: Configure a tela do aparelho celular para operar em escala de cinza, diminuindo o apelo visual e o interesse do cérebro pelo display.
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Pausas limpas: Pratique pequenos intervalos ao longo da jornada sem consumir nenhum tipo de conteúdo, aproveitando para caminhar ou apenas olhar pela janela.
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