HomeAgroGoverno reage a veto da União Europeia e tenta reverter suspensão de...

Governo reage a veto da União Europeia e tenta reverter suspensão de carnes

Nota conjunta de três ministérios defende robustez do sistema sanitário nacional; reunião em Bruxelas busca esclarecer regras sobre antimicrobianos

Por Wellton Máximo – Agência Brasil – Publicado em 12/05/2026 às 16:41

O governo brasileiro recebeu com “surpresa” a exclusão do país da lista de exportadores de produtos de origem animal da União Europeia (UE) e já iniciou uma ofensiva diplomática para anular a decisão. Em nota conjunta divulgada nesta terça-feira (12), os ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento afirmaram que o Brasil adotará “todas as medidas necessárias” para reverter o veto.

A decisão europeia, que impacta diretamente as vendas de carnes, mel e outros derivados, baseia-se em novas exigências sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Caso não seja revertida, a proibição passará a valer no dia 3 de setembro de 2026.

Missão diplomática em Bruxelas

A reação do governo será imediata. O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem uma reunião agendada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco.

O encontro tem como objetivo principal:

  • Obter esclarecimentos detalhados sobre os motivos técnicos da exclusão;
  • Apresentar as garantias do sistema de defesa sanitária brasileiro;
  • Negociar prazos e protocolos para a reintegração do Brasil à lista oficial.
Carne bovina de MT — Foto: Assessoria

Defesa do Sistema Sanitário

Na nota oficial, o governo brasileiro rebateu as críticas implícitas na decisão europeia, destacando que o país possui um sistema sanitário “robusto e de qualidade internacional reconhecida”.

“O Brasil é atualmente o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e fornece produtos agrícolas ao mercado europeu há cerca de 40 anos, sempre prezando pela segurança alimentar e conformidade técnica.”

Exportações seguem até setembro

Apesar do clima de tensão no agronegócio, o governo ressaltou que as exportações brasileiras não foram interrompidas. Como a medida só entra em vigor em setembro, os fluxos comerciais atuais seguem operando normalmente, o que oferece uma janela de quase quatro meses para a solução do impasse por meio de diálogo técnico e político.

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui.

- Publicidade -

Mais lidos