Diálogos reunidos na Operação Sem Desconto mostram tratativas entre Fábio Luís Lula da Silva e a empresária Roberta Luchsinger sobre locais seguros para manter recursos fora do radar fiscal.
Por Redação — Publicado em 05/08/2026 às 13:30
A Polícia Federal (PF) possui, entre os materiais apreendidos na Operação Sem Desconto, uma série de mensagens trocadas entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a empresária e lobista Roberta Luchsinger. De acordo com apurações divulgadas pelo portal Poder360, as conversas tratam de negociações comerciais, transferência de valores e alternativas para manter recursos financeiros fora do alcance da Receita Federal.
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As investigações, que originalmente apuram esquemas de fraudes e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelaram a proximidade e a rotina de contatos entre os dois alvos. Em uma das trocas de mensagens analisadas pela corporação, Roberta consulta Lulinha sobre o prosseguimento de uma operação financeira e recebe como orientação: “Pode fechar”.
Citação a Luxemburgo e locais de custódia
Entre os tópicos abordados nos diálogos, os investigados discutiram destinos internacionais que pudessem servir para abrigar e receber montantes longe da fiscalização dos órgãos brasileiros. O grão-ducado de Luxemburgo, conhecido por seu mercado financeiro e sigilo bancário, foi mencionado pela empresária como uma das opções mais viáveis para a guarda dos recursos.
O conjunto de evidências já constava no acervo da Polícia Federal antes do desdobramento das fases mais recentes da operação, que também examina indícios de irregularidades envolvendo os Correios, a Dataprev e empresas prestadoras de serviços.
Desdobramentos e inquéritos no STF
Com o avanço das apurações e o deferimento da quebra de sigilos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), as autoridades buscam rastrear o fluxo financeiro e confirmar se houve repasses diretos ou intermediados por terceiros no valor de mesadas apontadas nos relatórios policiais.
As defesas de Fábio Luís e de Roberta Luchsinger têm contestado a validade das interpretações dadas às conversas, classificando as suspeitas como infundadas e afirmando que todos os esclarecimentos cabíveis estão sendo prestados no âmbito dos inquéritos em curso na Justiça.
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