Vivência em outro país impulsiona a autonomia e a inteligência emocional de adolescentes; apoio familiar e suporte especializado são fundamentais para garantir a segurança no processo.
Por Redação — Publicado em 05/08/2026 às 08:45
Cada vez mais adolescentes brasileiros com idades entre 13 e 17 anos estão embarcando em suas primeiras viagens internacionais desacompanhados dos pais, em programas de intercâmbio de curta e média duração. Além da oportunidade de aperfeiçoar um novo idioma, a imersão cultural tem se consolidado como um divisor de águas no desenvolvimento socioemocional, exigindo também um planejamento cuidadoso por parte das famílias para gerenciar as expectativas e a saudade.
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Longe da rotina doméstica, os estudantes enfrentam decisões cotidianas, tarefas de organização pessoal e interação com diferentes culturas. É o caso de Pedro Prata da Cruz, de 15 anos, morador de Taubaté (SP), que passou três semanas em Nova York. “Eu era muito introvertido. Lá, tive que me virar, fazer amigos, resolver coisas sozinho”, relata. Sua mãe, a fonoaudióloga Lianna Prata, reforça que o aprendizado vai além da sala de aula: “Ele voltou mais seguro, mais aberto e independente. Foi uma transformação visível.”
A adaptação a hábitos alimentares e ao controle orçamentário também integra essa evolução. Para Maria Isabel Haertel Piccolo, de 18 anos, que viveu cinco meses em Vancouver, no Canadá, o gerenciamento financeiro demandou atenção constante. “A gente recebe uma estimativa de dinheiro para gastar por semana, mas é preciso controlar. Em alguns momentos, cozinhava com minhas amigas e remanejava o dinheiro”, explica.
Alinhamento emocional e papel da família
A adaptação cultural pode trazer desafios psicológicos decorrentes do distanciamento e da rotina com novos costumes. De acordo com a psicóloga Viviana Madisson, é essencial preparar o jovem para lidar com o imprevisível sem frustrações exacerbadas.
“Fazer um intercâmbio é superar a própria barreira cultural, porque há diferenças na forma como o país lida com situações cotidianas. A adaptação precisa ser feita com o apoio de familiares e de pessoas preparadas para auxiliar no processo”, avalia a especialista. Viviana ressalta que o alinhamento de contatos periódicos por videochamada auxilia no combate ao isolamento, sem sufocar o processo de independência do estudante.
Suporte institucional e planejamento prático
Para amenizar a ansiedade dos pais, a escolha de programas com suporte integral e equipes próprias no destino final é apontada como determinante.
Empresas especializadas do setor, como a EF Intercâmbios — que atua há 60 anos na área e possui 50 escolas próprias em 20 países —, oferecem suporte contínuo desde o planejamento no Brasil até a assistência local aos alunos. “Nosso papel é transformar essa insegurança em confiança. Os estudantes ganham independência em um ambiente seguro, enquanto os pais têm a certeza de que seus filhos estão amparados”, pontua Heloísa Niero Dirani, gerente de Grupos da EF Brasil.
Dicas para antes do embarque:
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Preparação emocional antecipada: Diálogo aberto sobre medos, expectativas e desafios do cotidiano.
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Organização prática: Checagem rigorosa de documentos, seguro-viagem e telefones de emergência.
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Contato estruturado: Definição prévia da frequência e horários para chamadas entre pais e filhos.
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Rede de apoio no destino: Escolha de programas que ofereçam assistência local especializada durante toda a estadia.
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