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SP adota nova tecnologia para redações a partir deste ano

Ferramenta digitaliza textos manuscritos, facilita correção e incentiva a produção de textos na rede estadual de São Paulo

Agência SP – Publicado em 05/01/2026 – 08:43

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) vai implantar neste ano a tecnologia OCR (Optical Character Recognition — reconhecimento óptico de caracteres) como apoio à produção de redações na rede estadual de ensino. A ferramenta permitirá a digitalização de textos manuscritos, convertendo a escrita cursiva dos estudantes em conteúdo digital.

Com o uso do OCR, professores poderão fotografar as redações escritas à mão, e o sistema fará automaticamente a conversão do texto, agilizando o processo de leitura, correção e devolutiva pedagógica. A tecnologia tem como objetivo otimizar o trabalho docente e fortalecer o acompanhamento da aprendizagem dos alunos.

O recurso foi testado em projeto-piloto no segundo semestre de 2025, envolvendo 79,8 mil estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental, matriculados em 115 escolas da capital e da região metropolitana. A partir de 2026, a funcionalidade será ampliada para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.

Reconhecimento internacional

As atividades desenvolvidas pelos estudantes da rede estadual na plataforma Redação Paulista também ganharam destaque internacional. A iniciativa foi apresentada durante a abertura do Microsoft Ignite, principal conferência anual de tecnologia da Microsoft, realizada em novembro.

Na ocasião, Judson Althoff, CEO da Divisão Comercial da Microsoft, exibiu um vídeo que mostrou a rotina pedagógica da Escola Estadual Marechal Carlos Machado Bitencourt, em Guarulhos, e o uso da plataforma Redação Paulista no apoio à produção e à correção de textos nas aulas de língua portuguesa.

A apresentação destacou o uso de assistentes de correção virtual com inteligência artificial, implantados pela Seduc-SP para apoiar o trabalho dos professores e ampliar o número de produções textuais dos estudantes. A experiência da rede paulista foi reconhecida como exemplo de aplicação de tecnologia educacional em larga escala no ensino público.

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