Decisão do ministro do STF abrange apuração sobre suposto tráfico de influência e determina investigação paralela sobre vazamentos de dados sigilosos dos processos.
Por Matheus Alleoni e Pedro Vilas Boas (Jovem Pan) — Publicado em 04/08/2026 às 17:28
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração tem como foco a suspeita de prática de tráfico de influência. A decisão interlocutória foi assinada pelo magistrado na última segunda-feira (3).
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Além de autorizar as novas diligências em relação a Lulinha, o ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal instaure uma investigação específica sobre vazamentos ilegais de informações sigilosas constantes em processos sob segredo de justiça.
Reação da defesa
Em declaração à reportagem, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, representante de Lulinha, afirmou ter recebido o posicionamento do STF com “tranquilidade”, reiterando confiança na condução do processo por parte do relator.
“Nós temos consciência plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino, que é um jurista que todos nós admiramos e respeitamos. Vamos aproveitar todas e quaisquer oportunidades para esclarecer todas e quaisquer dúvidas que possam surgir em razão da atividade pessoal ou profissional do Fábio”, declarou a defesa.
Histórico de inquéritos recentes no STF
A nova determinação se soma a duas outras frentes de investigação abertas recentemente na Corte envoltas na atuação do empresário:
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Inquérito sobre o INSS/Dataprev: Na última sexta-feira (31), o ministro André Mendonça autorizou a PF a abrir um segundo inquérito para averiguar indícios de irregularidades e intervenção indevida junto à empresa de tecnologia da Previdência (Dataprev) e a outros órgãos federais. O caso envolve a atuação do empresário Cleber Ribas de Oliveira (sócio da 3STRUCTURE IT), apontado como ligado a Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido no processo como “Careca do INSS”).
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Inquérito sobre Cannabis Medicinal: Na quinta-feira (30), o ministro André Mendonça já havia concedido aval para a corporação investigar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência em processos de autorização para comercialização de produtos à base de cannabis medicinal em programas vinculados ao Ministério da Saúde.
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