Projeção de queda na produção ganesa ameaça oferta mundial e eleva preços a US$ 5.939, enquanto fraco consumo global e superávit na Costa do Marfim trazem volatilidade ao setor.
Por Redação — Portal do Agronegócio — Publicado em 11/08/2026 – 09:29
O mercado internacional de cacau voltou a registrar forte valorização impulsionado por receios de escassez de oferta na safra 2026/27. Segundo relatório divulgado pela consultoria StoneX, a perspectiva de uma redução de 16% na produção de Gana — estimada pelo órgão regulador Cocobod — pode levar o balanço global a um déficit de 27 mil toneladas no próximo ciclo.
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A reação nas bolsas foi imediata: as cotações saltaram 10% em um único dia, encerrando negociadas a US$ 5.939 a ton. O movimento reflete a apreensão dos agentes financeiros diante de possíveis gargalos na oferta dos dois maiores produtores mundiais (Costa do Marfim e Gana).
DIVERGÊNCIA ENTRE SAFRA ATUAL E PRÓXIMO CICLO
Safra Atual — Superávit em Alta
A StoneX revisou para cima sua projeção de superávit global no ciclo atual, subindo de 247 mil para 422 mil toneladas. O aumento decorre da aceleração das entregas na Costa do Marfim.
Safra 2026/27 — Ameaça de Déficit
A queda projetada na produção de Gana é suficiente para reverter o cenário de abundância, podendo gerar um déficit global de 27 mil toneladas.
Demanda Global — Recuperação Fragilizada
A moagem mundial apresenta ritmo de crescimento marginal. Os dados dos principais centros consumidores indicam que o consumo final ainda não se recuperou totalmente.
PONTOS-CHAVE PARA O MERCADO FICAR DE OLHO
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Safra 2026/27: Projeção de déficit global de 27 mil toneladas caso a produção ganesa se confirme menor.
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Projeção de Gana: Estimativa do Cocobod aponta recuo de 16% na colheita do próximo ciclo.
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Ciclo Atual: StoneX elevou o superávit de 247 mil para 422 mil toneladas.
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Costa do Marfim: Volume de entregas acima do esperado amplia o abastecimento imediato.
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Consumo Global: Processamento de amêndoas nos países compradores segue com recuperação lenta.
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Preços em Alta: Contrato futuro recuperou patamares e fechou a US$ 5.939 por tonelada.
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