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Pai que chutou filha no rosto no Paraná é suspeito de agredir enteado de 5 anos

Polícia Civil aponta histórico de violência e marcas de agressão com cinto ou madeira no irmão da vítima; Justiça decretou a prisão do investigado.

Por Jovem Pan – Publicado em 10/07/2026 09:59

O homem investigado por agredir a própria filha de três anos com um chute no rosto em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, também é o principal suspeito de cometer violência física habitual contra o enteado, um menino de cinco anos. A informação foi confirmada pelo delegado Ricardo Moraes, um dos responsáveis pela condução do inquérito policial. De acordo com as investigações, os maus-tratos contra o garoto teriam ocorrido semanas antes do episódio que chocou as redes sociais, indicando um histórico de agressões na rotina familiar.

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A Polícia Civil trabalha com a tese de que o menino de cinco anos tenha sido golpeado na região da face com a utilização de um cinto ou de um pedaço de madeira. Os investigadores constataram que a criança ainda ostenta marcas físicas decorrentes da violência, e os laudos periciais dessas lesões já foram anexados aos autos do inquérito para fundamentar a responsabilização criminal do suspeito. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades locais, e a defesa técnica do homem não foi localizada para se manifestar.

Câmeras de Segurança e Motivação Torpe

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens de uma câmera de segurança de monitoramento urbano de uma das vias públicas de Francisco Beltrão. O registro flagrou o momento exato em que o homem caminhava pela calçada na companhia de dois menores de idade. Sem qualquer motivo aparente, ele desferiu um chute violento contra a menina de três anos, que foi arremessada ao chão com o impacto do golpe. Um pedestre que passava pela rua no momento tentou intervir para proteger a vítima, mas foi confrontado verbalmente pelo agressor.

A mãe das crianças só tomou conhecimento da gravidade da situação ao assistir ao vídeo compartilhado na internet, registrando formalmente o boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher. Em depoimento prestado à polícia, o investigado admitiu a autoria do crime capturado pelas lentes e alegou que agiu de forma violenta porque ficou irritado com o choro contínuo da filha. No entanto, ele afirmou em ata que não se recordava com precisão de todos os detalhes daquele dia.

Prisão Preventiva Decretada pelo Judiciário

Diferente do cenário inicial do início da semana, quando o suspeito foi liberado após o depoimento por não preencher os requisitos técnicos do flagrante, a reviravolta nas investigações mudou a condição jurídica do agressor. O surgimento dos indícios e provas técnicas de violência anterior direcionada ao enteado de cinco anos elevou a gravidade do processo, configurando o risco de reiteração criminosa e a necessidade de proteção das vítimas.

Diante do novo contexto apresentado pelo delegado Anderson Andrei e por Ricardo Moraes, a Polícia Civil representou pelo pedido de prisão do agressor. A solicitação recebeu parecer favorável do Ministério Público do Paraná e foi prontamente acolhida pelo Poder Judiciário do estado, que expediu o mandado de prisão contra o investigado. O homem agora responderá preso pelos crimes de lesão corporal no âmbito da Lei Henry Borel, que endurece as punições para violência contra crianças e adolescentes.

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