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UPA Sul promove ação de conscientização sobre violência contra a mulher e orienta pacientes sobre aplicativo SP Mulher Segura

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Desenvolvida em parceria com a Residência Multiprofissional da Famema na última semana de maio de 2026, a iniciativa instruiu cerca de 100 mulheres sobre o uso da ferramenta digital de proteção e destacou a importância do acolhimento psicossocial em unidades de urgência.

Por Redação – Publicado em 30 de maio de 2026 às 09:00

A sala de espera da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul de Marília, gerenciada pela Associação Beneficente Hospital Universitário (ABHU), tornou-se palco de uma importante rede de acolhimento e cidadania. Durante a última semana de maio de 2026, a instituição promoveu uma campanha de orientação focada na divulgação e uso do aplicativo estadual SP Mulher Segura.

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A iniciativa, realizada em parceria com a Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília (HC/FAMEMA), teve como meta principal facilitar o acesso à informação e dar mais ferramentas de proteção às mulheres da comunidade local. Ao todo, cerca de 100 mulheres receberam orientações diretas das equipes de saúde.

O papel da urgência além do cuidado clínico

Unidades de pronto atendimento costumam ser a porta de entrada para diversas demandas que ultrapassam as dores físicas. Sabendo disso, a equipe de assistência social da UPA Sul destaca que enxergar e acolher os determinantes sociais e as situações de vulnerabilidade é parte indispensável do tratamento humanizado.

“Dentro da urgência e emergência, nós não cuidamos apenas da parte clínica. Também temos o compromisso de olhar para as vulnerabilidades sociais e fortalecer a rede de apoio e segurança dessas mulheres. Pequenas orientações podem fazer grande diferença na vida de alguém que esteja vivendo uma situação de violência”, afirma a assistente social da UPA Sul, Cristiane Agapito.

Tecnologia e escuta ativa no ambiente hospitalar

A dinâmica da ação baseou-se em conversas individuais e no esclarecimento de dúvidas sobre como o aplicativo pode ser um aliado no dia a dia. O fluxo de suporte apresentado dividiu-se em etapas essenciais de conscientização:

1.Apresentação do SP Mulher Segura:Fase 1.

Introdução da ferramenta às pacientes e acompanhantes na recepção, explicando o funcionamento dos recursos de denúncia, monitoramento e acionamento de serviços de segurança.

2.Quebra do desconhecimento:Fase 2.

Instrução sobre como baixar e navegar na plataforma, sanando o problema comum de muitas mulheres que, por falta de divulgação, ainda não sabem que o Estado dispõe desse canal digital.

3.Espaço para escuta e desabafo:Fase 3.

Oportunidade para que as mulheres relatassem de forma segura suas próprias experiências e histórias de vida, gerando conexões humanas profundas entre pacientes e profissionais.

Formação profissional com sensibilidade social

A vivência prática junto à comunidade também agregou um forte valor humano à formação dos estudantes da Famema que participaram das abordagens. Lidar com a realidade nua e crua da violência doméstica ajuda a moldar profissionais mais atentos e empáticos.

“Foi uma vivência extremamente importante. Tivemos contato direto com as pacientes e a oportunidade de levar informações que podem fazer a diferença em suas vidas”, avalia a residente Daiane Ferra. “Ao mesmo tempo, aprendemos com cada história compartilhada, conhecendo exemplos de força, resiliência, determinação e coragem diante de situações difíceis.”

Ao unir tecnologia, saúde e assistência social, a UPA Sul e a ABHU reafirmam seu papel de responsabilidade com a cidadania, lembrando que a proteção à vida começa pelo direito à informação.

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