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Irã nega passagem de navios dos EUA por Ormuz e petróleo dispara

Guarda Revolucionária contradiz informação do Pentágono sobre Estreito

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 04/05/2026 – 14:59
Reuters/Stringer/Proibida reprodução

 

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), informação divulgada pelos Estados Unidos (EUA) de que navios comerciais, com bandeira estadunidense, tenham passado pelo Estreito de Ormuz com ajuda de navios de guerra dos EUA.

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“Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, informou, em comunicado.

Duas horas antes, o Comando Central dos EUA, que atua na região do Oriente Médio, divulgou que navios de guerra teriam atravessado o estreito escoltando dois navios comerciais estadunidenses como parte do plano de Trump, anunciado nesse domingo (3), para restabelecer o comércio em Ormuz.

“Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz comunicado dos militares estadunidenses.

Segundo os EUA, a missão inclui navios de guerra de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas e 15 mil militares.

Em contrapartida, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou mapa com nova área de controle marítimo sobre Ormuz com duas linhas de segurança que funcionariam como “novas fronteiras de controle” do Estreito.

O novo Estreito de Ormuz controlado pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã.  Ao sul, uma linha entre o Monte Mubarak, no Irã, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A oeste, uma linha entre a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, e Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos. Foto: Tasnim News Agency/Divulgação
O novo Estreito de Ormuz controlado pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã. Ao sul, uma linha entre o Monte Mubarak, no Irã, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A oeste, uma linha entre a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, e Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos – Tasnim News Agency/Divulgação

Petróleo

Em meio a essa guerra de narrativas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, por onde transitavam até 20% do petróleo do planeta, o preço do barril do petróleo Brent, referência no mercado, subiu 5% nesta segunda-feira, ultrapassando os US$ 114 dólares.

Ao anunciar o plano para restabelecer o comércio na região, Donald Trump ameaçou o Irã caso o “processo” de navegação for impedido. “Essa interferência terá, infelizmente, de ser combatida com firmeza”, disse em uma rede social.

As autoridades iranianas têm insistido que não é possível reabrir o Estreito de Ormuz por meio das redes sociais, somente por meio de uma negociação que coloque um fim definitivo à guerra, incluindo a frente no Líbano.

Um dos mais importantes comandantes do Irã, o major-general Ali Abdollahi, aconselhou os navios comerciais e petroleiros “a se absterem de qualquer tentativa de passar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com as Forças Armadas [do Irã] estacionadas lá para não colocar em risco sua segurança”.

Há relatos de dois navios comerciais atacados no Estreito de Ormuz em 24 horas. A Marinha do Irã, por outro lado, diz que impediu a passagem de navios estadunidense-israelenses pelo Estreito, tendo atingido um navio de guerra dos EUA no Golfo do Omã. Os militares dos EUA negam terem sido afetados.

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