Nova alíquota de 12,5% imposta pelos EUA soma-se a taxas anteriores e eleva imposto de importação para 29,4% das vendas nacionais ao mercado norte-americano.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 25/07/2026 -08:45 – Foto: luzitanija/ Adobe Stock
Brasília, DF- A entrada em vigor de uma nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelo governo dos Estados Unidos fará com que 3.985 produtos brasileiros passem a enfrentar uma tributação total de 37,5% para ingressar no mercado estadunidense. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
De acordo com o estudo da entidade patronal, a nova medida impacta diretamente US$ 12,4 bilhões em mercadorias, o que corresponde a 29,4% de tudo o que o Brasil exporta para os Estados Unidos.
Ao todo, somando diferentes modalidades de barreiras e alíquotas impostas por Washington, a CNI calcula que 48,7% de todas as exportações brasileiras destinadas ao país norte-americano passam a estar sob algum tipo de sobretaxa.
Detalhamento dos impactos no comércio bilateral
O levantamento da CNI especifica a divisão dos produtos e valores atingidos pelas novas barreiras comerciais:
-
3.985 produtos (US$ 10,8 bilhões): Já eram tributados com uma taxa adicional de 25% e, com a nova alíquota de 12,5%, atingem a taxa total de 37,5%. Este grupo representa 80,7% do volume afetado.
-
75 produtos (US$ 1,6 bilhão): Passam a ser tributados exclusivamente pela nova taxa de 12,5%, sem incidência de sobretaxas anteriores.
-
Total afetado: 4.060 produtos alcançados pela nova regra comercial.
Motivação norte-americana e contestação da CNI
A sobretaxa é fruto de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. A resolução incluiu o Brasil em um grupo de países que, segundo a interpretação de Washington, “não aplicam de forma eficaz a proibição de bens produzidos com trabalho forçado”.
A CNI e o governo brasileiro rebatem fortemente a justificativa. A entidade destaca que o Brasil possui uma das legislações trabalhistas e de fiscalização de cadeias produtivas mais rígidas e reconhecidas internacionalmente no combate ao trabalho análogo à escravidão.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a urgência de negociações diplomáticas e comerciais diretas para amortecer os prejuízos à indústria nacional:
“É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas.”
Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/


